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A criatividade na resolução de conflitos

Por: Maria Inês

“A oposição dos contrários é condição da transformação das coisas e, ao mesmo princípio e lei.” (Heráclitos de Ëfeso)

O conflito pode ser comparado com a evolução da espécie: aqueles que sobrevivem são os que vão se adaptando ou transformando-se.

Empresa é um lugar privilegiado de conflitos pessoais, profissionais, de interesses, de ideologias, assim como atender clientes e negociar.

Onde há problemas há também oportunidades escondidas.

As  crises  existenciais  percorrem  a nossa vida desde  o  nascimento, na infância,  na adolescência, na juventude, na fase adulta, nos relacionamentos interpessoais, na escolha da profissão, na aposentadoria, etc.

Podemos perceber o conflito como risco ou oportunidade o que exige de nós uma atitude pró-ativa, levando por terra o ditado popular ”depois da tempestade vem a bonança”.

A falta de imaginação atua como responsável e geradora de conflitos: as partes se recusam a imaginar o que os outros podem fazer, pensar ou sentir.

As pessoas agem como se desconhecessem as diferenças.

Somente escutar as pessoas não garante a sua resolução. Entender e trabalhar questões da diversidade passa a ser fundamental para uma administração moderna. Quando falamos de diversidades, não estamos  nos referindo a  raça, sexo ou religião, ou diferenças no mesmo nível hierárquico, mas estamos nos referindo à formas de pensamento e ideologias em todos os níveis hierárquicos, tanto horizontal como vertical.

O silêncio poderá ser uma grande fonte de indicativo de conflitos, sua resolução poderá  dar-se através da negociação.

Negociar é alcançar objetivos através de um acordo em situações que ocorrem pensamentos divergentes e convergentes. Faz parte da nossa vida desde os povos primitivos. Viver é negociar.

Exercícios de pensamento lateral e técnica de solução criativa  de problemas poderão facilitar no ato de resolução do conflito.

A criatividade no processo de resolução de conflitos favorece a flexibilidade, oferece melhor aproveitamento da  diversidade e da conciliação de situações opostas, encarando e conduzindo a negociação a favor de ambas as partes.

Ela favorece enxergar o que todos enxergam, mas visualizando coisas diferentes, transformando riscos em oportunidades, identificando algo a mais do que o cotidiano, favorecendo contornar objeções, agindo próativamente.

A pessoa pró-ativa e criativa possui uma postura sempre firme em relação aos diversos problemas que enfrenta, não só no mundo corporativo como também diante da vida. E ela não quer fazer parte do problema, mas sim da solução.

Considerando a economia globalizada em que vivemos cada vez mais temos de pensar criativamente e agir estrategicamente.

Cabe ressaltar:  

Trata-se de uma questão do ponto de vista. Podemos perceber o conflito como algo: 

  • Destrutivo
  • Construtivo

Tirando proveito:

  • Transformação negativos em positivos
  • Tomada de decisão
  • Crises e oportunidades
  • Diversidade como geração de idéias
  • Solução, evolução
  • Fator de liderança
  • Fator de negociação.

Identificando:

  • Descomprometimento
  • Erros e quebras excessivas
  • Atrasos
  • Discórdias, guerras
  • Individualismo
  • Problemas sem solução
  • Valorização e desvalorização
  • Procrastinação
  • Fantasma do passado
  • Carga mental
  • Solidão
  • Silêncio

O que fazer? Solução criativa de problemas

Já que todos os problemas são solucionáveis é importante que sejam bem definidos. Procure idéias e resolva criativamente.

Temos que ter cuidado na resolução dos conflitos para não gerar outros. O que percebemos é que por alguma razão, parece que a natureza humana exige que as pessoas ajam rapidamente, quando enfrentam um problema.

Quando surge uma dificuldade, elas buscam a resolução sem clarificar ou analisar o problema. Como conseqüência elas não resolvem os problemas ou os resolvem equivocadamente, causando, assim, outros conflitos, provocando o sentimento de frustração.

“Os conflitos sociais são motor de progresso e a mola propulsora do dinamismo. A imaginação e a inovação nascem da tensão e do conforto e não de uma unanimidade artificial”. (Alaim Duhamel)


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A criatividade como diferencial

Por: Maria Inês

“Sonhe, imagine, analise e ponha em pratica. Faça diferente! Qualquer hora é hora, qualquer lugar é lugar para criar” (Maria Inês Felippe)

Criatividade para que? Como gerar idéias? Ser criativo é ser diferente? Essas são as primeiras perguntas que surgem na nossa consciência.

Eu tenho que ser criativo? Ser diferente? Ou é apenas mais um requisito a ser exigido pelas empresas? Estamos acostumados a considerar a criatividade como algo pessoal, intransferível e eloqüente. Engano nosso! É algo que poderá ser desenvolvido e que deve fazer parte da nossa vida, do nosso estilo, da nossa competência e comportamento.

Sem grandes investimentos a empresa poderá propiciar ações criativas, dando a liberdade de opinar, errar, aprender com estes erros e, principalmente, de buscar alternativas de diferenciação nos produtos e serviços. Hoje em dia, o ato de criar ou inovar não se restringe apenas ao empreendedor.

É necessário que haja uma ação conjunta entre empregados e empreendedor. Buscar o diferencial é oferecer algo a mais do que o cliente esperava, atrair sua preferência, adaptar-se ás suas necessidades, modificar produtos, buscar soluções, estratégicas, fugir do convencional. A criatividade é um fenômeno que se move entre os atributos dos homens e as exigências da sociedade. Considerando que as empresas fazem parte de uma sociedade o incentivo à criatividade implica num bem que é criado para a mesma.

A empresa deverá investir em cursos que despertem no empregado a sua imaginação, experimentação, objetivando inovações, melhorias nos processos, racionalização de mão-de-obra, de materiais e tecnologia, comunicação eficaz, etc.

Dentro do cenário atual do país, não há dúvida de que o trabalhador possui condições básicas para tornar-se uma pessoa mais criativa do que já é. Muito embora a socialização e a cultura de algumas organizações tende a diminuir esta potencialidade, principalmente pelas práticas das ações rotineiras.

Trata-se de recursos valiosos de que dispomos e que necessitam ser cultivados pelas organizações através de técnicas de geração de idéias, de resolução criativa de problemas, analogias não usuais, pensamentos divergentes e convergentes. etc. Dessa forma, todos poderão “sonhar”, analisar, testar e posteriormente concretizar a idéia inicial.

Cabe também ressaltar a importância do envolvimento geral da organização desde a presidência até os cargos operacionais, nos programas de implantação de criatividade. Ou seja, deverá fazer parte da estratégia e cultua da organização.

Podemos perceber uma grande revolução quebra de paradigmas, onde não somente os chefes e o empreendedor devem ser criativos na organização.

A criatividade está relacionada com processos de pensamento, imaginação, intuição e originalidade. Podemos perceber que se trata de características importantes para um profissional de sucesso, aliado, é claro, aos conhecimentos técnicos e demais habilidades necessária.

Estimular a criatividade é estimular também a flexibilidade a visão de futuro, a autonomia os trabalhos em equipes, a liderança, buscar soluções alternativas etc. Num mundo de mudanças, marcado por turbulências e incertezas; tudo isso torna-se fundamental.

A criatividade humana não é temporal, é um patrimônio do ser humano e que deve ser compartilhado nesta sociedade. Ou seja, devemos criar ou inovar algo a ser aproveitado pela sociedade. Em alguns casos, é necessário mudar de pensamento. Desta forma, não há hora marcada para criar, pois tal prática deve ser constantemente estimulada e desenvolvida pelas empresas através de uma sistematização e preparação das mesmas para este novo cenário.

Devemos estar constantemente criando estratégias de ação, soluções diferentes para os diversos problemas nas organizações, criando novos produtos, inovando os já existentes. Só assim as empresas se tornarão criativas e competitivas. Por ser o ato de criar compartilhado com a sociedade, a organização deve servi-la. Nada mais justo, então, desenvolver a criatividade para a superação das expectativas dos clientes.

Quais as vantagens de atuarmos com pessoas criativas?

  • Serem empreendedoras;
  • Curiosas e atualizadas;
  • Agressivas e auto-sufícientes;
  • Persistentes e perseverantes;
  • Autônomas e corajosas;
  • Sempre bem informadas;
  • Auto-disciplinadas em busca de auto-realização e
  • Auto-motivadores e motivantes.

Obstáculos que impedem a criatividade:

  • Velhas idéias, paradigmas, chavões;
  • Fronteiras, dificuldades imaginárias;
  • Conformismo;
  • Desistência;
  • Preguiça mental;
  • Medo do ridículo e de errar, tudo tem que ser certo;
  • Pouco ou nenhum incentivo por parte da organização;
  • Excesso de lógica;
  • Reistência a quebra de modelos mentais.

Ventos favoráveis que facilitam a criatividade:

  • Motivar as pessoas a ver a realidade sob novos olhos;
  • Usar imagens visuais, auditivas;
  • Gerar idéias fluidas, sem julgamento;
  • Perceber, observar coisas que não são observadas pelos demais;
  • Brincar com as idéias, criando multiplicidade;
  • Buscar conciliação de opostos;
  • Usar os erros cometidos para aprendizagem;
  • Quebrar padrões, rotinas, etc..;
  • Predisposição interna;
  • Humor;
  • Desafio as normas e
  • Receptividade as novas idéias, tanto as suas como as dos demais.

Melhores momentos do Oscar da Criatividade:

  • Cantando no chuveiro;
  • No trânsito, na fila do cinema, no metrô;
  • Escutando um sermão, dos mais diversos;
  • Fazendo trabalhos manuais;
  • Durante a insônia;
  • Academia de ginástica;
  • Durante reuniões improdutivas;
  • Na casa da sogra;
  • No ócio;
  • Ou sob pressão.

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O que importa

Por: Maria Inês

Olá! Como está? Cheio de planos?

Eu tenho um compromisso com você de trazer sempre alguma experiência que vivenciei buscando projetá-la em situações que vivemos no nosso cotidiano profissional. E esse compromisso continua firme.

É muito comum ouvir, nas minhas palestras, as pessoas comentarem fatos como os abaixo:

- “Meu chefe não valoriza as minhas ações. Como mudá-lo?

- “A empresa em que trabalho não possui um plano de carreira e pouco investe nos colaboradores”.

- “Vivo num mundo de trabalho hostil.”

- “Não há como mudar a minha rotina, tenho que fazer as coisas sempre da mesma forma!”

Essas questões são fortemente debatidas nos programas que tenho desenvolvido para liderança de equipes, administração de conflitos e inovação. E é cada vez mais comum encontrar essas situações dentro das organizações.

Penso muito nesses acontecimentos, reflito e acabo por concluir que não importa o que as pessoas fazem conosco. O que realmente importa é o que estamos fazendo com nós mesmos e o que permitimos que os outros nos façam.

É aí que entra a sua enorme responsabilidade em virar esse jogo. O que você preparou para realizar neste ano que, pelo menos, amenize situações como as descritas acima?

Bem, junte forças e vamos em frente.


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