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Empreender ou trabalhar? Eis a questão…

Por: Carlos Cruz

Estava papeando com um amigo que me disse o seguinte “Eu trabalho, trabalho, trabalho e não consigo obter os resultados necessários pelo menos para pagar as contas”.

Percebo que muitas pessoas trabalham apenas para não faltar dinheiro no final do mês e conseguir sanar as dívidas. Por outro lado, conheço inúmeras pessoas de sucesso que trabalham para ter prazer, sentir-se bem e empregar seus talentos para a realização de algo extraordinário. Esses são os famosos empreendedores.

Trabalhei numa empresa em que um colega de trabalho sempre dizia: “Puxa vida, estou aqui há três anos e ainda não fui promovido, o Fernando em menos de um ano já foi promovido a gerente, mas sou eu quem mais trabalho no nosso departamento, sou sempre o último a ir embora, estou de saco cheio!”. Talvez você já tenha ouvido essa história em algum lugar.

Recordo-me do professor e sociólogo Domenico De Masi, que tem escrito na tela do seu computador a frase: “O homem que trabalha perde tempo precioso”. Quem disse isso trabalhava praticamente 20 horas por dia. Possuía mais de cinco tipos de trabalho, era professor, diretor de uma empresa, consultor, escritor de livros e artigos, entre outras atividades.

O lema do professor De Masi sintetiza a mudança do perfil do profissional da era industrial para a era da informação que vivemos hoje. Quem souber libertar-se da idéia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar numa mistura de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre, com o estudo, com as atividades físicas e com os momentos de descanso, conseguirá empreender com qualidade e destacar-se no mercado de trabalho.

A alavanca positiva da carreira de qualquer profissional é, sem sombra de dúvidas, a capacidade para aprender com as vitórias e com as eventuais derrotas para empreender com qualidade.

O ser humano é uma coisa só e precisa equilibrar todas as áreas da vida para criar uma jornada de sucesso. Trabalhar por prazer é diferente de trabalhar por necessidade. Quando fazemos algo buscando prazer, temos uma grande possibilidade de empreender ao invés de trabalhar e ser realizador de tarefas e observador dos mesmos resultados.

Muitas pessoas acreditam que quanto mais tempo trabalhar, mais resultados conseguirão. Isto é pura ilusão.

O sucesso na carreira está diretamente ligado à maneira como utilizamos o nosso tempo. Os gregos antigos utilizavam duas palavras para denominar o tempo: chronos e kairós. Chronos é o tempo que pode ser medido no relógio e Kairós é a qualidade do tempo. Não adianta passar horas trabalhando, fazendo as mesmas coisas. Nunca a quantidade significou qualidade, empreender é utilizar uma hora com qualidade ao invés de trabalhar oito horas seguidas fazendo o que sempre foi feito.

Diante deste cenário uma pergunta não me cala “Empreender ou Trabalhar? Eis a questão…”.

Trabalhar é ocupar-se em algum mister, ou seja, alguma profissão, esforçar-se para fazer ou alcançar alguma coisa, estar em funcionamento, empregar esforços, delinear através de exercícios físicos.

Para os gregos, trabalho tinha uma conotação estritamente física e representava toda atividade que fazia suar, com exceção do esporte. Quem trabalhava, isto é, suava, ou era um escravo, ou era um cidadão de segunda classe. As atividades não-físicas (a política, o estudo, a poesia, a filosofia) eram “ociosas”, ou seja, expressões mentais, dignas somente dos cidadãos de primeira classe.

A sociedade industrial permitiu que milhões de pessoas agissem somente com o corpo, mas não lhes deixou a liberdade para se expressarem com a mente. Na linha de montagem, os operários movimentavam mãos e pés, mas não usavam a cabeça estrategicamente. A sociedade pós-industrial oferece uma nova liberdade, a liberdade para todos empreenderem utilizando a mente criativa como ferramenta de trabalho. Ferramenta que era estritamente reservada aos aristocratas. Atualmente as grandes corporações pagam fortunas para os gurus, consultores e palestrantes filosofarem e contribuirem com a mudança mental e as estratégias organizacionais.

Você pode se perguntar: “Está bem, e o cérebro do operário, não estava empenhado em coordenar o movimento das mãos para que estas se harmonizassem com o ritmo da máquina?” Depois de algum tempo, o movimento se tornava completamente automático e a mente durante esse período ficava ociosa, permitindo aos operários salvarem-se do tédio. Nos tempos atuais o contexto mudou, mas há pessoas que continuam repetindo as mesmas coisas. No outro extremo, há os profissionais que se destacam e não deixam o tédio bater em sua porta, muito menos entrar.

Empreender é fazer acontecer, propor-se realizar algo diferente, inovador, criar uma oportunidade, ousar, dasafiar, investir, correr riscos calculados, explorar algo que já existe para formatar algo novo.

Você pode se perguntar: “Está bem, e o empreendedor não precisa trabalhar, e muito?” Claro que precisa, e principalmente necessita de tempo para inovar, ousar e empreender. O bom empreendedor é um bom trabalhador.

Na mais nova sabedoria das ações do empreendedor, tem que estar presente trabalho, aprendizado, descoberta, desenvolvimento, inovação, superação e realização.

Constato que tanto no tempo em que se trabalha, quanto no tempo vago, nós seres humanos fazemos hoje menos coisas com as mãos e mais com o cérebro, ao contrário do que acontecia até pouco tempo atrás.

Entre as atividades que realizamos com o cérebro, as mais apreciadas e valorizadas no mercado de trabalho são as que envolvem criatividade, inovação e audácia. Porque tanto as atividades intelectuais, quanto as manuais, quando repetitivas, podem ser delegadas às máquinas.

Muitas vezes pensamos que estamos ociosos, mas são nesses momentos que surgem os famosos insights, as brilhantes idéias. Uma dica importante é você sempre andar com um caderno para fazer as anotações dos seus insights. Pesquisas comprovam que a velocidade do pensamento é no mínimo quatro vezes mais rápida que a velocidade da fala, então aproveite seus pensamentos antes que eles desapareçam.

Empreender é uma jornada, não um destino. Boa sorte na sua jornada empreendedora.


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Mamãe? Eu sou um consultor e palestrante!

Por: Sérgio Dal Sasso

Não sei se você já se deu conta, mas nossas mudanças sempre são acompanhadas das surpresas dos outros e são nestes momentos aonde testamos a firmeza e solidez dos objetivos futuristas que estrategicamente sonhamos.

Pensar que vamos mudar algo sem provocar rupturas é muito cômodo e distante da realidade dos meios que nos cercam, pois nosso publico está sempre mais aberto para ouvir a evolução do óbvio.

Somos educados para acumular e, portanto estamos acostumados a aceitar informações acreditando na lógica das que somam ao que já dispomos na memória, ou melhor, nas que não ferem as coisas que já aprendemos.

Faça uma analise real da sua vida e você vai se tocar que ser conservador é algo mais lógico do que morrer como “Che Guevara” e que tal condição está na natural vontade de preservarmos o que é bom ou de tentar prolongar o desastre, afinal morrer aos poucos é uma garantia maior do que a morte súbita.

Estudar, entrar na faculdade, arrumar um emprego dentro de uma organização sólida, casar, comprar a casa própria, ter filhos e netos fazem parte do planejamento que esperamos daqueles que criamos e assim pensavam nossos avós, pensam nossos pais e modernistas ou não pensaremos um dia.

Minha Mãe (85 anos) não é diferente da sua, mas permita-me que conte um pouco de alguém que foi bastante inovadora para sua época. Formou-se na politécnica em engenharia civil e engenharia química, dedicando boa parte da vida como catedrática na própria Poli e venceu, mesmo diante de todo tipo de retaliações por uma escolha que na época era reservada aos homens. Meu amigo leitor deve estar imaginando algo do tipo: mãe louca filho louco.

E foi exatamente assim que a coisa aconteceu, o símbolo da guerreira foi incorporado ao filho mais novo que, há exatos quatorze anos, trocou o certo pelo incerto. Ser consultor na época significava adotar uma profissão destinada aos executivos mal sucedidos e ser consultor hoje representa o primeiro cartão de visita impresso pelo exercito dos sem emprego.

Em fim somos obrigados a conviver com isso tudo, e você já deve estar concluindo porque minha mãe até hoje não entende ou não quer entender o que faço. A coisa toda foi ficou pior quando há alguns anos comentei que tinha adicionado mais “mix” no meu trabalho.

Que além de consultor agora seria também um palestrante. Coincidentemente a partir daquele dia, ela nunca mais deixou de freqüentar a missa de domingo, rezando para que acabasse por optar por algum concurso publico e olha que nem falei que estava montando o escritório dentro da minha própria casa.

Gente, meus amigos, meus queridos leitores não escutem tanto os velhos mandamentos do como era bom o meu passado, pois diria a vocês que poucos valores agregam para o seu futuro.

Também peço encarecidamente que abandonem os velhos livros, os velhos professores, pois poucos serão de interesse para virar a sua mesa. É irrelevante seguir por meia dúzia de pessoas, que não renovam.

É importante estar convicto de que a sua utilidade está no fazer o melhor daquilo que acredita doando seu dia para conquistar um pouco mais de meia dúzia fazendo com que a balança pese a seu favor.

Trabalhe sempre pela adesão de novos pais, mães, maridos, esposas, filhos e filhas e assim aumente a representatividade e aceitação no meio que atua. Talvez, ainda leve algumas décadas tentando explicar meus objetivos. Talvez não consiga tal feito para todos, mas estarei convicto de que trilhei o caminho que queria seguir.

Quanto a minha mãe talvez ainda não a tenha convencido, mas por outro lado é sempre bom possuir parceiros críticos que te façam repensar, crescer e modificar.


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Intra-empreendedorismo, uma viagem sem volta!

Por: Marizete Furbino

“O que quer que você seja capaz de fazer, ou imagina ser capaz, comece. Ousadia contém gênio, poder e magia”.
(Goethe)

No séc. XXI, o que se verifica em demasia, é que o mercado está cada vez mais exigente e tal exigência se faz necessária, para alcançar pelo menos sobrevivência no mesmo. Por isso, podemos considerar como uma das características deste mercado, a crueldade. Apenas permanecem no mercado os ótimos, os mais ou menos e até os bons serão esmagados pelos pés invisíveis do mesmo, portanto, há uma necessidade urgente, dos funcionários de se tornarem colaboradores intra-empreendedores, e das organizações se transformarem em organizações empreendedoras, caso contrário, serão engolidos pelos concorrentes, não permanecendo no mesmo.

Com a competitividade cada vez mais acirrada, diplomas e mais diplomas não conta tanto, como no século anterior, o que se avalia muito, é, se o funcionário faz jus de fato ao titulo de colaborador, ou seja, se é realmente um intra-empreendedor, um colaborador pró-ativo, que possui iniciativa, visão do cenário de mercado, sempre preocupado com seus comportamentos e atitudes, enfim, se é um profissional que cuida da organização e executa ações como se o empreendimento fosse seu, enxergando-o com olhos não vendados e sim bem abertos, procurando agir sempre com ousadia, criatividade, inovação, se antecipando aos fatos, buscando mais e mais conhecimentos para alcançar eficiência e eficácia, procurando assim, fazer o diferencial.

Por outro lado, é preciso que as organizações propiciem e incentivem um clima organizacional, onde possam implementar o empreendedorismo e o intra-empreendedorismo.

Para o intra-empreendedor, ele não é um mero funcionário da organização, ele é além de colaborador, um intra-empreendedor, seu sentimento é intenso pela organização no qual faz parte, sentimento este, de “fazer parte” daquela organização no qual executa suas funções e que o impulsiona a agir com eficiência, alcançando a eficácia em tudo que faz.

Assim como os donos do negócio, os intra-empreendedores preocupam-se com o negócio, perseguem metas e buscam soluções em prol da lucratividade. Suas ações são pautadas na ética e na cidadania. Sabem de fato o que fazer para contribuir com a organização, sabem onde querem chegar, que caminho percorrer e quais estratégias utilizar, para alcançar as metas e objetivos traçados. Querem fazer a diferença dentro de uma organização, buscando sempre lugar de destaque.

O intra-empreendedor, além de respeitar e valorizar cada ser humano existente na organização e acreditar que cada pessoa tem o seu talento, e que constituem o maior patrimônio de uma organização, também, tem consciência e sabedoria do valor de um trabalho realizado em equipe, procurando atuar sempre como em um time, somando talentos e forças, fazendo a diferença. Sabe que, os ativos intelectuais, tornaram-se elementos de suma importância no mundo dos negócios, constituindo-se assim, vantagens competitivas no mercado, portanto, tem plena consciência de que, investindo nas pessoas, estará investindo na própria organização, pois, as pessoas são fontes geradoras de capital, gerando capital para a organização através de suas competências, atitudes e condutas. Sabem também, que o conhecimento é a base principal no que tange a valorização das organizações de hoje, chegando a ser considerado, como o maior commodity do séc. XXI.

O maior desafio de um intra-empreendedor consiste em apresentar e executar suas idéias dentro das organizações, principalmente no que tange às organizações tradicionais, organizações estas, que possuem toda uma forma de pensar, ver e de encarar o mercado de maneira diferente, procurando então, além de apresentar suas idéias, incutir nestas os novos valores e princípios, procurando mostrar o valor do intra-empreendedorismo, revertendo assim, todo o quadro, e fazendo acontecer. Mesmo assim, para um intra-empreendedor, isto não constitui um fardo, e sim um desafio, pois, por amar muito o que faz, se entrega de corpo e alma, se doa, não sentindo o peso, devido ter muito prazer em suas ações. O trabalho, para um intra-empreendedor, se resume em momentos prazerosos, daí o comprometimento e envolvimento em tudo que faz, resultando no rebento denominado sucesso.

Neste cenário de mercado, onde a competitividade é demasiadamente acirrada, é preciso, que as organizações se tornem organizações empreendedoras e que os funcionários, se tornem colaboradores intra-empreendedores, caso contrário, não permanecerão no mercado.


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