Arquivo da Categoria: Qualidade de Vida

 
 

O que importa

Por: Maria Inês

Olá! Como está? Cheio de planos?

Eu tenho um compromisso com você de trazer sempre alguma experiência que vivenciei buscando projetá-la em situações que vivemos no nosso cotidiano profissional. E esse compromisso continua firme.

É muito comum ouvir, nas minhas palestras, as pessoas comentarem fatos como os abaixo:

- “Meu chefe não valoriza as minhas ações. Como mudá-lo?

- “A empresa em que trabalho não possui um plano de carreira e pouco investe nos colaboradores”.

- “Vivo num mundo de trabalho hostil.”

- “Não há como mudar a minha rotina, tenho que fazer as coisas sempre da mesma forma!”

Essas questões são fortemente debatidas nos programas que tenho desenvolvido para liderança de equipes, administração de conflitos e inovação. E é cada vez mais comum encontrar essas situações dentro das organizações.

Penso muito nesses acontecimentos, reflito e acabo por concluir que não importa o que as pessoas fazem conosco. O que realmente importa é o que estamos fazendo com nós mesmos e o que permitimos que os outros nos façam.

É aí que entra a sua enorme responsabilidade em virar esse jogo. O que você preparou para realizar neste ano que, pelo menos, amenize situações como as descritas acima?

Bem, junte forças e vamos em frente.


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O tempo é cruel… se você deixar!

Por: Dill Casella

O tempo parece que está passando mais rápido, não é? Já ouvi a expressão: “o tempo está voando inúmeras vezes…”

E, segundo alguns estudos científicos, o tempo está mais acelerado mesmo! O físico alemão W. O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por poderoso campo eletromagnético, que possui ressonância magnética de 7,83 pulsações por segundo (batizada de Ressonância Schumann). É um marcapasso responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum para todas as formas de vida, onde nosso cérebro e todos os vertebrados também são dotados da mesma freqüência (7,83).

Notou-se que a partir dos anos 80, e mais nos anos 90, tal freqüência passou de 7,83 para 11 e depois para 13, disparando o “coração” da Terra. Cresceram tensões, conflitos e, principalmente os desequilíbrios ecológicos estão sendo sentidos. Segundo artigo de Leonardo Boff, a jornada diária de 24 horas, na verdade, agora é somente de 16 horas. Então, a percepção de que o “tempo está voando” tem base real.

Minha formação em exatas custa a aceitar tal afirmação. Para mim, basta ficar olhando os ponteiros do relógio e pronto! Mas, será que o relógio também não está harmoniosamente pulsando em freqüência superior sem conseguirmos notar? Acreditemos nessa constatação e façamos, juntos, uma reflexão sobre nós mesmos…

Recentemente encontrei um amigo que não via desde os vinte anos. Por várias vezes elogiei-o, disse o quanto ele não havia mudado, ouvindo seus simples agradecimentos sem, no entanto, receber manifestações de reciprocidade. Pois é, talvez ele tenha ficado assustado com meu “envelhecimento”… Caro leitor, o tempo é cruel e era isso o que eu queria dizer. É cruel se você deixar!

Outro dia em uma palestra, ao mostrar a foto do “Tio da Sukita” para falar sobre “O Marketing que conquista pela simpatia”, deparei-me com certa identificação… Oh, tempo cruel! Eu que achava hilário aquele comercial, com um gatão conquistador de meia idade, que assisti várias vezes sentado no meu sofá ou às vezes brincando de autorama no chão da sala.

O tempo passou e parece que nem percebi, todos cresceram, alguns envelheceram, alguns nasceram outros se foram, e eu estou aqui acompanhando tudo, achando que o dia não possui mais 24 horas…

Estou sempre torcendo para que o ritmo diminua e dê tempo de responder todos os e-mails, de fazer todas as pesquisas para meu novo livro, de retornar as ligações de clientes, de poder almoçar tranquilamente sem estressar com o novo briefing que tenho que desenvolver até às quatro da tarde, pois tenho que passar em casa correndo para fazer as malas e seguir viagem para um novo evento… ufa… sem esquecer é claro de parar um pouco no sofá de casa e ficar um pouco olhando minhas filhas brincarem, abraçá-las, deixar que elas me contem como foi a aula na escola, quais foram as brincadeiras, fazer revezamento de filha nos ombros brincando pela casa na maior algazarra… a vida está passando rápido, no entanto ela á atordoantemente linda! Estou aprendendo a curti-la no agora!

Portanto, se o tempo está ou não mais rápido, o momento é de ação! Ação! Interceda na construção de seus objetivos, construa seus caminhos e, acima de tudo, assuma o comando da aeronave que Papai do Céu lhe presenteou chamada “Minha Vida”. Olhe para o futuro sim, contemple-o e acima de tudo viva intensamente o presente!


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O mundo perfeito

Por: Tom Coelho

“Busque a alta qualidade, não a perfeição.”
(H. Jackson Brown Jr.)

Você é encarregado de preparar um determinado projeto. Em verdade, você mesmo candidatou-se a esta tarefa, pois conhece o assunto como poucos e está certo de que poderá contribuir com sua equipe. Assim, bastariam algumas horas de transpiração diante da tela do computador para produzir uma primeira versão do documento que seria apresentada aos seus pares propiciando debates e a elaboração de uma versão posterior, mais densa e melhor estruturada.

Todavia, seu nível pessoal de exigência impede-o de redigir uma proposta sem antes promover todo um trabalho de pesquisa para embasar sua tese. Mas pesquisa demanda tempo e o tempo é a matéria-prima mais escassa do mundo moderno. Passa-se uma semana, duas, um mês. O projeto não sai de seu pensamento e não vai para o papel. Você se angustia, perde o prazo e a credibilidade com seus colegas. E consigo mesmo.

O exemplo acima pode representar um projeto profissional. Pode também ilustrar um trabalho acadêmico ou mesmo uma ação filantrópica. O fato é que em qualquer um dos casos o desejo de fazer o ótimo dilacerou a possibilidade de fazer o bom. E, no final das contas, nada foi concretizado, o que significa um resultado péssimo.

Convido você a fazer igual analogia com outros sonhos que já visitaram suas noites em vigília. Livros que não foram escritos, músicas que não foram compostas, poesias que não foram declamadas. Uma intervenção necessária durante uma reunião que foi contida por falta de ousadia. Uma declaração de amor reprimida porque você ainda não se sentia preparado.

Temos o mau hábito de esperar pelo mundo perfeito para tomar decisões. É como se decidíssemos cruzar a pé uma movimentada auto-estrada apenas quando todos os veículos parassem para permitir nossa passagem, sem a existência de qualquer sinalização que os obrigasse a tal ação.

Enquanto buscamos e ansiamos por este mundo perfeito, outras pessoas fazem o que é possível, com os recursos de que dispõem, dentro do tempo que lhes é concedido. E não raro acabam sendo bem-sucedidas. Então, ao observarmos o conteúdo de suas produções, colocamo-nos imediatamente a criticá-las, certos de que poderíamos ter alcançado um resultado muito mais satisfatório. Nós pensamos; elas agiram.

Observe como muito pode ser feito usando de pouco tempo e de muita simplicidade. Muitas vezes basta um telefonema de alguns minutos para dirimir uma dúvida, prestar um esclarecimento, obter uma dilação de prazo. De igual maneira, um e-mail redigido em uma fração de segundos pode aquietar o espírito de seu interlocutor e sepultar o risco de um desentendimento. Agradecimentos, por sua vez, devem ser prestados o quanto antes, ou tornam-se inócuos e desprovidos de sensibilidade.

Um livro pode ser escrito de uma só sentada ou capítulo a capítulo, dia após dia. Uma música pode ser composta num guardanapo de papel na mesa de um bar ou nas bordas de uma folha de jornal que repousa em seu colo dentro de um ônibus. Um poema pode ser oferecido em meio a um jantar ou dentro de um elevador que se desloca do terceiro piso para o subsolo.

O tempo certo para agir é agora. Não de qualquer jeito, não com mediocridade, mas com o máximo empenho possível. Amanhã, como diriam os espanhóis, é sempre o dia mais ocupado da semana.


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