Arquivo da Categoria: Recursos Humanos

 
 

Como reter talentos usando a motivação

Por: Gilberto Wiesel

Toda vez que tocamos no assunto motivação, algumas perguntas insistem em aparecer. Tais como:

  • Minha equipe está motivada?
  • É possível motivar uma equipe?
  • O que fazer para motivar uma equipe?

Somos sabedores que motivação combina com empresas de sucesso. Porém, como fazer com que isso aconteça?

O que estudamos a respeito de motivação nos faz chegar a seguinte definição:

Motivação é o impulso proporcionado por um conjunto de motivos internos que nos leva a agir. Eles estão relacionados ao futuro, ou seja, o que visualizo para mim, o que quero, onde pretendo chegar. É a possibilidade de realização de meus sonhos.

O ser humano motiva-se buscando suprir as seguintes necessidades:

  1. Possibilidade de crescimento, desenvolvimento e realizações;
  2. Reconhecimento na família na empresa e comunidade;
  3. Poder e sucesso.

Segundo pesquisas na área, essas características poderão ser preenchidas de uma só vez ou, individualmente.

Necessitamos entender que a motivação é individual, ou seja, cada um tem seus motivos para tal, cada um tem seus desejos e necessidades, que irão se diferenciar de acordo com o momento que está passando, tais como, a cultura, ambição e ambiente. O que motiva são os aspectos internos.

De posse de todas estas definições e conceitos é que podemos começar a entender melhor e perceber que estratégias devemos adotar para conseguirmos motivar nossas equipes.

As organizações necessitam compreender que elas devem ser o meio para que as pessoas atinjam os seus sonhos. Necessitam preparar-se, criar ferramentas para que isso aconteça, além de buscar pessoas no mercado de trabalho que tenham sonhos, sejam ambiciosas, queiram crescer, tenham desejos, almejam o sucesso, e que esse sucesso não seja somente o profissional, mas também, de forma muito forte, o sucesso pessoal. De posse desses recursos humanos, à empresa, deverá demonstrar que ela está comprometida para oferecer as condições e oportunizar essas realizações.

As organizações devem estar atentas para verificar se estão proporcionando a equipe as seguintes possibilidades:

  • Realização;
  • Reconhecimento;
  • Progresso;
  • Prazer pelo que estão fazendo;
  • Desenvolvimento pessoal;
  • Responsabilidade.

Devemos entender que nossa equipe se sentirá mais motivada, se receber algo além de salários e premiações.

Já que passamos o maior tempo de nossa vida no trabalho, vamos fazer com que ele seja uma grande fonte de prazer. Fazer das atividades diárias, grandes momentos de energia e realização. Só assim, estaremos aptos a reter os nossos melhores talentos.

Portanto, mãos a obra!


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Motivação: O grande desafio

Por: Gilberto Wiesel

Uma tendência mundial, nos dias de hoje é a busca pela valorização do fator humano nas empresas e no mercado de trabalho. A exigência está na capacidade de lidar e enfrentar as adversidades da vida.

A natureza do ser humano é muito complexa, talvez por este motivo, seja apaixonante. Ao mergulharmos nesta complexidade, constatamos a diferença entre vencedores e vencidos, campeões e perdedores, felizes e infelizes.

Uma das causas para crises e quedas de faturamento inesperadas, nas empresas, pode estar na falta de MOTIVAÇÃO dos funcionários e até mesmo dos próprios empresários.

Muitas vezes perguntamos, mas afinal, o que motiva o ser humano?

A motivação é um processo individual e fruto do nosso crescimento pessoal. A nossa evolução nos impulsiona para o desejo de possibilidades maiores, em que nada é trivial e tudo é útil para um significativo crescimento. A receita para grandes resultados está justamente nas pequenas coisas, dependendo, é claro, do foco que olharmos, do nosso grau de dedicação, esforço e da qualidade das nossas ações. Entender o processo de motivação humana, auxiliará na abertura de novos espaços, novas ferramentas para grandes descobertas, aprendizagens para viver melhor e vencer de uma forma que alguns seres humanos ainda não conhecem.

Sabe-se que a motivação do alpinista não está na conquista da montanha, e sim, na conquista dele mesmo.

Cada pessoa se motiva de uma forma diferente, mas algumas premissas e características se igualam. A grande maioria das pessoas se motiva com a possibilidade de ver os seus sonhos realizados. Esses sonhos vêm moldados das mais diversas formas. Podem estar em palavras ou gestos, no reconhecimento de um trabalho bem feito, num elogio, na possibilidade de crescimento, numa palavra de compreensão e carinho, na importância da equipe, entre outros.

A motivação é um ato de simplicidade e cumplicidade com o ser humano, e passa por uma ruptura de paradigmas. É importante que passemos a olhar as pessoas que trabalham na nossa equipe com olhos atentos, com uma visão diferente, preocupados com as suas particularidades. A empresa é um todo, formada pelo somatório individual de idéias, sentimentos, sonhos, angústias, expectativas e realizações. É na harmonia dessas emoções que o verdadeiro maestro conseguirá a sinfonia perfeita.

Por essas razões, o maior investimento de uma empresa deve estar nas pessoas, pois é nelas que está o poder da decisão em fazer ou não fazer, em fazer tudo ou só uma parte, em fazer correto ou mais ou menos, em fazer agora ou depois… Como gestores de empresas, devemos, obrigatoriamente, saber que estamos num novo tempo, um tempo de competências definindo sobrevivência e que a imagem de uma empresa está em sua equipe funcional.

O desafio é:

O quanto somos capazes de reconhecer as necessidades individuais;
O quanto somos capazes de aperfeiçoar nossos conhecimentos em função de relações mais produtivas;
O quanto podemos motivar nossas equipes para resultados mais satisfatórios;
O quanto podemos nos automotivar diante de insistentes questionamentos;

Enfim, o quanto somos capazes de enfrentar o maior desafio:

A Motivação!


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Você é importante para mim e eu para você!

Por: Maria Inês

Por mais que você tenha uma atuação ou se sinta isolada(o), já que sai solitariamente de casa para o trabalho ou vice-versa, sentindo o peso da responsabilidade no cargo, jamais deve sentir-se sozinho(a). Este cenário não acontece somente com os líderes, reforçando a máxima de que “o poder é solitário”. Acontece com todo mundo. Hoje, os consultórios psicológicos estão repletos de solidão a dois. Mesmo as pessoas em contato com pessoas, no meio de tantas outras, ainda se sente só. Este cenário está no mundo corporativo e nas casas, nas famílias e na sociedade. Vivemos num condomínio e não conhecemos nossos vizinhos.

No mundo corporativo, não devemos nos esquecer do que há por trás dele: uma equipe de suporte que faz tudo acontecer, desde a telefonista que atende com educação e transfere a ligação para os departamentos corretos, por exemplo, aos corpos administrativos, de logística, financeiro e de pós-venda.

Vou citar um exemplo prático: “Algumas empresas apenas se preocupam com a remuneração variável do vendedor, esquecendo-se de todo esse suporte e de que se esse time não atuar de forma sinérgica e com qualidade, nada acontecerá. Há uma interdependência entre as equipes, e é necessário investir nela. Aliás, interdependência é um dos termos mais usados no mundo corporativo”. É como na música “Eu não existo sem você”, de Tom e Vinícius:

“… Assim como uma nuvem, só acontece se chover.
Assim como o poeta, só é grande se sofrer.
Assim como viver, sem ter amor não é viver.
Não há você sem mim, eu não existo sem você.”

A arte do relacionamento é, em grande parte, a habilidade de reconhecer e considerar sentimentos à importância do outro, favorecendo ambas as partes. Esta habilidade é a base para sustentar a popularidade, liderança e eficiência interpessoal. Pessoas com esta habilidade são mais eficazes e mais criativas. Trata-se de uma das  habilidades mais essenciais para sobreviver nos grupos de trabalho e na liderança. Este cenário favorece a iniciativa, o comprometimento, a criatividade e a inovação. E na sua casa, há este cenário? Há sinergia entre o casal, com os filhos e entre eles? Será que os ensinamentos empresariais não nos ajudam como pessoa acima de tudo?

Assim sendo, a vida é negociar, o nosso papel é o de prevenir e resolver conflitos. A nossa principal característica é a diplomacia, assim como buscar uma resposta que satisfaça ambas as partes ou um grupo de interessados.

Para o nosso sucesso pessoal e profissional, teremos de ser muito flexíveis para conseguir trabalhar em equipe e relacionar-se, devemos - com freqüência - reservar algum tempo para tentar compreender profundamente os nossos problemas, acertos e erros pessoais, assim como problemas que surgem, e sair criando soluções. Para isso, devemos escutar a nós mesmos e as pessoas à nossa volta. Isto evitará a recair num erro grave na criação de soluções, ou no relacionamento, por não estar comprometido com a equipe e ela conosco, conseqüentemente sentimo-nos solitários. Em alguns casos, quando lideramos equipes, sentimo-nos sozinhos, solitários, mas isso acontece quando não conseguimos compartilhar nossas idéias.

Uma dica fundamental: Escute o outro, ele sempre terá opiniões e percepções que poderão ser úteis a você. Escute mais e, a partir daí, argumente e crie, por isso é que se têm dois ouvidos e uma só boca. A combinação uniforme dos ingredientes faz com que uma receita seja criativa, diferente e aceita por todos.

Divida suas preocupações, necessidades e formas de pensamento e, dessa forma, perceberá a diferença imediatamente.

Outro dia, estava em uma grande corporação, preparando os Gerentes e aconteceu uma cena que vou compartilhar com vocês.

“O Diretor, uma pessoa de forte personalidade e muito envolvido no trabalho, e, por vezes, na tarefa de seus colaboradores, agindo muito em função das mudanças que a empresa está passando e, por outras vezes, filtrando informações, com o objetivo de poupar seus Gerentes. Durante um determinado momento do treinamento, envolvi o grupo para soluções de problemas da própria organização. Esse Diretor expressou abertamente o cenário da empresa, suas preocupações e suas ‘inseguranças’. Foi impressionante a mudança de comportamento dos seus Gerentes na busca de soluções e na intenção de acolhê-lo diante das preocupações apresentadas. Muito interessante como o grupo reconheceu (o que já sabiam), porém não era expresso pelo seu superior e, rapidamente, abraçaram a causa como se fosse do grupo.

Antes do acontecido em reunião com ele, o Diretor manifestou sua preocupação e o sentimento de solidão na direção da organização.

Isso reforça a minha idéia de que precisamos da sua voz, das suas idéias, como você também precisa da nossa.


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