Motivação e estratégia
Por: Gilclér Regina
Uma empresa não quebra hoje… Quebra cinco anos antes. A isto nós damos o nome de falência motivacional.
Fui buscar inspiração na história da Batalha de Tsushima e os equívocos do Czar Nicolau II que achou que poderia invadir o Japão e desviar a atenção da nação para seus problemas econômicos e domésticos.
Estratégia errada. Vaidoso, o Czar insistiu para que a frota russa fosse composta de todas as embarcações disponíveis, incluindo navios antigos e decrépitos e iates reais inadequados para o alto mar.
O almirante e aristocrata russo Zinovy Petrovich Rozhestvensky referia-se aos japoneses como “aquele povinho de para sóis de papel”.
Viajaram quase um ano para guerrear… E perderam a guerra em um dia.
Os japoneses deixaram os russos atravessarem o Estreito de Tsushima durante o dia e então, no entardecer do dia 27 de maio de 1905, o almirante japonês Heihachiro Togo deu a ordem de ataque.
Os russos tiveram 4.380 soldados mortos, 1.862 feridos e 5.917 foram feitos prisioneiros… Os japoneses tiveram 117 baixas e 583 feridos.
Qual o erro estratégico nesta história? A falta de estratégia neste caso foi o maior erro e ainda dois fatores vitais na história, o menosprezo para com o adversário e a motivação errada para o ataque, a mentira, o fato de querer “desviar a atenção da opinião pública para os seus verdadeiros problemas”.
Pessoas assim olham-se no espelho, murcham a barriga e saem dizendo que está “tudo bem”. Mentem para si mesmas.
Como a mentira tem perna curta e não trás resultado verdadeiro, apenas 12 anos depois o Czar Nicolau II foi destituído do poder pelos Bolcheviques em 1917 – assista o filme ou leia o livro Dr. Jivago.
O senso comum nos ensina que a melhor maneira de adquirir experiência é aprendendo com os erros, nossos e dos outros.
O maior erro na liderança é ausência de decisão e de ação.
Como eu disse inicialmente, uma empresa não quebra hoje… Quebra cinco anos antes.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!
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