Uma análise real

Por: Simone Castillo

Existem pessoas que confundem o ambiente profissional com ambiente familiar, atuando sem limites e sem a menor noção de hora, lugar e posição que ocupam. Isto é muito mais comum do que se imagina e acaba prejudicando seriamente a carreira de quem age desse modo.

A procura por bons empregos é imensa, mas por outro lado nota-se que além da falta de preparo em termos de conhecimentos técnicos, digamos assim, deparamo-nos também com a falta de preparo pessoal. Muitos “profissionais” de hoje não tem jogo de cintura, não tem humildade, não tem interesse em aprender e muito menos em servir, ou seja, todas as qualidades necessárias para subir na vida.

As universidades formam pseudo profissionais aos  baldes, pessoas que não estão minimamente preparadas para as exigências do mercado real. As empresas sofrem, mas não tem muita opção a não ser contratar e acabam assumindo a responsabilidade de treinar com eficiência, o que nem sempre dá certo, e assumindo um custo que também por muitas vezes é um custo perdido.

Essa é a realidade que vivemos hoje e que deve ser combatida com a melhoria da educação desde o primeiro grau até a desbanalização do ensino universitário aonde milhares de faculdades podem emergir, sem o menor conteúdo temático, mas que acabam atraindo pessoal pelo custo baixo e pouca duração de cursos com graduação  universitária.

O resultado de tudo isto são profissionais sem preparo, sem ética, sem conteúdo algum e que nada tem a oferecer ao mercado de trabalho gerando assim uma grande massa de falsos profissionais. Isso na prática representa pessoas trabalhando e atendendo mal, atuando de forma inapropriada dentro das organizações, gerando conflitos, gastos, desgaste entre colegas e chefes, desmoralização de determinadas profissões e por aí vai.

Como podemos melhorar esta situação sem depender de governos e medidas que parecem que nunca vão vir ? Assumindo o controle da situação. Fazendo uma auto análise fria de nossos conhecimentos, de nossa atuação no trabalho, do que não sabemos , do que não conseguimos dominar e que está nos prejudicando no trabalho, de nosso comportamento dentro da organização, de como somos vistos pelos chefes, da imagem que estamos demonstrando. É necessário que saibamos nos auto diagnosticar e depois corrigir nossas falhas, buscar aprimoramento, buscar conhecimento, buscar ajuda para sermos melhores profissionais, mais competentes e  assim podermos ser reconhecidos.

De nada adianta fecharmos os olhos e pensar que somos os “tais” se sabemos lá no fundo que estamos falhando, é preciso coragem para enfrentar a si mesmo, para apontar-se erros e principalmente para buscar a melhoria, mas é essa coragem que também é necessária para nos tornarmos campeões.

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