Vida doente

Por: Gilberto Wiesel

Estacionar na vida é como uma doença. Deve ser encarado de forma séria e grave. É necessário a intervenção com um tratamento eficaz. Pois além do doente sucumbir pela tristeza, contamina também quem convive ao lado dele.

O princípio básico é entender que como seres humanos estamos sempre querendo mais. Esta é a nossa maneira de ser. Não basta conseguir e parar, queremos descobrir o que fazer, além do que já fomos capazes. É uma inquietação, um avançar.

O que dominamos não empolga tanto. Por isso é profundamente natural este apetite pela vida e pelas novidades, faz parte do processo de crescimento.

Quando por alguma razão somos obrigados a sufocar o impulso interior de ir adiante, o preço que pagamos é a frustração.

Quem tem capacidade e talento, mas não tem apoio, corre o perigo de sentir-se culpado pelos sonhos e projetos incríveis, que não pode dar vazão.

Neste ponto nos aproximamos da rota de colisão. Colidimos ao sufocar nossos sonhos.

A doença inicia silenciosamente no exato momento em que:

Dizemos não, querendo dizer sim.
Desistimos sem ao menos termos tentado.
Sabemos o que queremos, mas insistimos em não ver.
Escolhemos os sufocadores de sonhos para desabafar.
Acreditamos que emocionar-se é perder o controle sobre a vida.
E, que os pequenos acontecimentos, não alimentam mais a alma.

Para evitar uma epidemia, consideremos uma premissa básica e fácil de equacionar: Somos únicos, criativos e capazes de realizar, portanto caso alguém queira convencê-lo do contrário, este alguém pode ser você mesmo, desconsidere e siga em frente… Estacionar na vida é ser prisioneiro da dor e da frustração.

Podemos ser doença ou cura. A escolha é nossa.

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